Jardim Botânico

Histórico do Jardim Botânico de Porto Alegre

A idéia de organizar um Jardim Botânico em Porto Alegre é bastante antiga. A primeira pessoa a pensar sobre o assunto foi D. João VI que era um grande admirador das plantas. Graças a sua iniciativa foi criado o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um dos mais antigos do País. Com o objetivo de estimular a criação do Jardim Botânico de Porto Alegre, D. João chegou a enviar alguns exemplares para o Rio Grande do Sul. Infelizmente estas mudas não passaram do município de Rio Grande, onde algumas foram plantadas. Lembrança viva deste fato é o eucalipto histórico que ainda existe na cidade.

Anos depois, o agrônomo Paulo Schoenwald doou terras ao Governo do Estado para que fosse criado um Jardim Botânico. Essa iniciativa não foi compreendida na época e o projeto caiu no esquecimento.
Na década de 30 o professor e agrônomo Gastão de Almeida Santos iniciou um Jardim Botânico no bairro da Azenha. Também este projeto tornou-se inviável devido à pressão da expansão urbana naquela área.

Em 1953 foi aprovada a lei nº 2136 que alienava algumas chácaras situadas na capital, numa área total de 81 ha. O 2º parágrafo desta lei estabelecia que, da área total, seria reservada uma porção não inferior a 50 ha para a criação de um parque de recreio ou Jardim Botânico. Para dar cumprimento a esta lei, o então Governador do Estado Ildo Meneguetti, através do secretário de obras publicas, Major Engenheiro Euclides Triches, criou uma comissão com o objetivo de estudar a melhor maneira de aproveitar a área e criar o Jardim Botânico. Participaram desta comissão o Dr. Say Marques, Deoclécio de Andrade Bastos, Senador Men de Sá, Professor Alarich Schultz, Professor Padre Balduino Rambo, Curt Mentz, Professor Edwaldo Pereira Paiva, Professor F. C. Goelzer, Doutor Guido F. Correa, Doutor Nelly Peixoto Martins, Doutor Paulo Annes Gonçalves, Doutor Ruy B. Krug e Professor Irmão Teodoro Luis. Em 26 de outubro de 1956 a comissão apresentou o anteprojeto inicial do Jardim Botânico. O Irmão Teodoro Luis foi indicado pelo secretário de Obras e nomeado pelo Governador do Estado para dirigir os trabalhos de implantação do Jardim Botânico.

Dois anos depois, em 10 de setembro de 1958, o Jardim Botânico foi aberto ao público. Nessa data, as coleções vivas de plantas do jardim Botânico eram formadas pelo Palmaretum, Coniferetum e uma seção de suculentas com espécies de cactáceas, agaváceas e crassuláceas. Como boa parte da coleção de coníferas foi doada por Kurt Mentz, membro da comissão, o Irmão Teodoro Luis Sugeriu o nome de Mentz Arboretum a esta coleção.

A primeira casa de vegetação foi inaugurada em 1º de maio de 1962 pelo Governador do Estado Leonel de Moura Brizola. Foi um projeto elaborado com o auxílio de Carlos Zuckermann, Dalma Ely Metz Seger e Aloysio Pedro Seger para abrigar parte da coleção de cactos.
Nos anos de 1964 a 1974 o Jardim Botânico sofreu com a descontinuidade do seu projeto de instalação. Não foram feitos investimentos e o acervo de plantas não teve novas aquisições. Além disso, a área original foi repartida e distribuída para diversas instituições. Nessa época começou a construção de um prédio para a TV Educacional da Secretaria de Educação e Cultura. Esse projeto não foi concluído e o prédio construído foi adaptado, anos mais tarde, para abrigar a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB).

Em 1972, através da lei nº 6.947 foi instituída a Fundação Zoobotânica do RS com o objetivo de administrar e manter áreas destinadas à proteção e conservação da flora e fauna regionais. Em 1974 o Jardim Botânico foi transferido para a FZB para eu fosse administrado de maneira integrada com outras áreas de conservação do Estado. Nessa data a área do Jardim Botânico era de 43 há, sendo que uma parte ocupada, pela Colônia Agrícola do Hospital Psiquiátrico São Pedro, conhecida como Casa de Passagem Juliano Moreira.
A partir de 1974, sob a direção do Professor Doutor Albano Backes, o Jardim Botânico teve um salto qualitativo de crescimento. Um projeto global foi elaborado por Milton Mattos Arquitetos Associados sob orientação técnica da direção. Foram recuperadas e incrementadas as coleções existentes e organizadas novas coleções. Nesse período definiu-se a orientação do Jardim Botânico em trabalhar com a flora nativa do RS e houve a retomada das expedições botânicas de coletas. Foram implantadas coleções de famílias botânicas importantes no Estado como mirtáceas, leguminosas, bignoniáceas, malváceas, bromeliáceas, orquidáceas, pteridófitas e outras coleções de grupos menores. Também foram criadas áreas no Arboreto, representando formações vegetais típicas do Estado, como a floresta de Araucária e a floresta do Alto Uruguai.

Aos poucos, a educação ambiental começou a tornar-se uma importante estratégia para a conservação da natureza. Em 1988, através de um projeto financiado pela Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Rio grande do Sul (FAPERGS), foi inaugurado o Núcleo de Educação Irmão Teodoro Luis, com o objetivo de qualificar o atendimento aos visitantes e o desenvolvimento de atividades educativas.

A partir de 1997 o Jardim Botânico teve outro salto de crescimento através do Projeto Pró-Guaíba. Foram construídas instalações para o Banco de Sementes e casas de vegetação para abrigar coleções de cactáceas, bromeliáceas e orquidáceas. Além disso, foram construídos prédios para o setor de apoio e para administração da Instituição. Também ouve a compra de equipamentos e a contratação de técnicos aumentando o quadro de pessoal. Estes profissionais trabalharam por quatro anos realizando diversas pesquisas e expedições de coleta na Bacia Hidrográfica do Guaíba. O resultado foi um aumento considerável no acervo de plantas nativas, publicações de resultados de pesquisas e a consolidação do Jardim Botânico, como importante órgão de conservação da flora gaúcha.
No dia 02 de junho de 2003, através da Lei Estadual nº 11.917, o Jardim Botânico foi declarado como integrante Patrimônio Cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Em 2004, foi publicado oficialmente o Plano Diretor, constituindo ferramenta de planificação de ações, visando melhor atender aos objetivos definidos por sua missão institucional.

Atualmente, é considerado como um dos cinco maiores Jardins Botânicos brasileiros possuindo um acervo significativo da flora regional. Além do manejo, manutenção e ampliação das coleções vivas de plantas, realiza pesquisas com plantas ameaçadas de extinção e várias atividades educativas e culturais, buscando conscientizar a sociedade sobre a relação entre a conservação da flora e a qualidade de vida.

Objetivos do Jardim Botânico da FZB

• Conservar a diversidade biológica, trabalhando de acordo com políticas internacionais e nacionais, através de técnicas de conservação in situ e ex situ;
• Integrar a conservação da diversidade das plantas nos níveis de ecossistemas, espécies e populações;
• Dar prioridade à conservação de espécies raras, endêmicas, ou em perigo de extinção;
• Manter acessos diversos de cada espécie, buscando conservar os recursos genéticos;
• Empreender programas de conscientização pública, através de parcerias com instituições governamentais ou não governamentais;
• Subsidiar definições de prioridades e políticas públicas para proteção do meio ambiente e da biodiversidade;
• Contribuir no desenvolvimento de tecnologias para uso sustentável dos recursos da flora;
• Desenvolver, implantar e participar de planos de ação para recuperação de espécies e restauração de ecossistemas e de sua diversidade, levando em conta interações sociais, culturais e econômicas que causem impacto na biodiversidade;
• Estimular e empreender pesquisas em biologia vegetal utilizando seus resultados como instrumentos na conservação da biodiversidade.

Missão

“Realizar a conservação integrada da flora nativa e dos ecossistemas regionais, tornando-se um centro de referência para a pesquisa, a educação, a cultura e o lazer; contribuindo para a qualidade de vida”.

 

JARDIM BOTÂNICO - Um pouco de história...

O Sr. Otávio de Souza, nascido em cinco de novembro de mil novescentos e quatorze, em Porto Alegre; portanto com 90 (anos), viúvo da Sra. Rosália de Souza, morador do bairro Jardim Botânico - residente e domiciliado a cinqüenta e quatro anos no mesmo local, um dos fundadores do bairro. O casal teve sete filhos, quinze netos, doze bisnetos e oito tataranetos. Todos descendentes do mesmo clã. A maioria dos moradores o conhecem e o destacam como um exemplo de vida e de retidão de caráter que ainda permanece em nosso meio. Parabéns!

 

 

ESEF-UFRGS

A ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA, foi criada em 06 de maio de 1940, pelo DECRETO FEDERAL Nº 1212 de 1939 por exigência de formação profissional para o exercício das profissões de Educação Física e Técnico Desportivo, pelo Interventor Federal do Estado, General Oswaldo Cordeiro de Farias. O primeiro Diretor da Escola foi o Capitão, Olavo Amaro da Silveira, iniciando suas atividades, na Escola Preparatória de Cadetes, próximo ao “Monumento ao Expedicionário”.

As aulas de Ginástica Ritmica eram administradas no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho. A Canotagem, (canoagem) era praticada no lago do Parque Farroupilha, o Remo no Clube de Regatas, Ducca Degli Abrusee, depois incorporado ao Grêmio Futebol Porto Alegrense.

Em 1941, o curso superior passou ater dois anos de duração: E foi justamente nesse período, há 27 de maio, que foi outorgada a autorização para funcionamento da Escola, pelo Decreto nº 7219 do então, Presidente Getulio Vargas, sendo Secretário de Educação o Sr. Gustavo Capanema. Entretanto, o Decreto de Reconhecimento sob nº 15582, deu-se em 16 de maio de 1944.

Em 1942 a Escola transferiu-se para o Estádio do Esporte Clube Cruzeiro, na chamada colina melancólica. Em 1956 mudou-se para ACM (Associação Cristã de Moços), na Washington Luiz, até 1963.

Em Julho desse mesmo ano, transferiu-se definitivamente, para a tão sonhada sede própria, no magnífico terreno, situado no bairro JARDIM BOTÂNICO. Em 1996 foi implantado na ESEF-UFRGS, o CEME (Centro de Memória do Esporte),com o objetivo de reconstruir, preservar e divulgar a memória do esporte, da educação física, do laser e da dança no Brasil.

Graças a pessoas tão empreendedoras, desde a época do Capitão Olavo Amaro da Silveira, a ESEF tem prestado importantes serviços sociais à comunidade, tais como: a implantação do posto da 1º Cia do 11º Batalhão da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul em 1998, na gestão da Magnífica Reitora Sra. Wrana Panizzi, e mais recentemente o estudo, já aprovado da instalação do PSF( Posto Médico da Saúde da Família), graças ao empenho da atual gestão do Magnífico Reitor Sr. José Carlos Ferraz Hennemann e Sr. Diretor, Ricardo D.S. Petersen .

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